Disciplina de um líder único X Disciplina de equipe

Olá Pessoal,

Hoje eu (Juliana) irei falar sobre dois modos de liderança, as informações foram tiradas do livro Grupos Semi Autônomos (fica a dica para leitura).

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  • DISCIPLINA DE UM LÍDER ÚNICO

Gira em torno de um líder – o líder toma e comunica os liderados as suas decisões, as mesmas são respeitadas pelos integrantes do grupo pela autoridade formal, respeito (medo), experiência reconhecida e conhecimento da situação de desempenho que o líder tem.

Essa modalidade de liderança é a mais usual no mercado de trabalho, os integrantes recebem ordens, e seguem as decisões do líder, os integrantes não tomam decisões, mas também possuem liberdade para dar sugestões ao líder (ok, as vezes eles não possuem liberdade, ou na maioria das vezes).

O gestor que define as metas de desempenho e estabelece responsabilidades individuais, toma as decisões e divide as tarefas de acordo com o que ele acha certo/justo, e dando responsabilidades individuais para que cada integrante seja responsável e assim alcançar o resultado desejado, ele faz avaliações individuais, o que é importante para que faça uma análise e veja se todos estão batendo suas metas, caso a performance do grupo esteja baixa, ele consegue identificar o que levou a isto

Determina o ritmo e a abordagem de trabalho, monitorando o progresso e o ritmo da atividade de cada pessoa e motiva os indivíduos e também o grupo, acelerando e desacelerando o ritmo estabelecendo prazos ao grupo.

Um líder único muitas vezes (ou em um mundo ideal) estimula para que seus liderados tragam novas ideias como em reuniões de brainstorming, porém mesmo as ideias dos liderados sendo ótimas, a decisão em utiliza-las, coloca-las em prática ou não é do líder, o que as vezes causa desmotivação e frustação da equipe quando não aprovada sua ideia.

Nessa condição o líder realiza reuniões de feedback com a equipe, porém na maioria das vezes é considerado somente sua opinião e não dos demais da equipe, que acabam sendo envolvidos quando a meta da equipe não é cumprida por causa de um indivíduo.

O líder está no controle, e é isso que os membros do grupo e a gerencia sênior esperam dele. É o cabeça do grupo, onde caso algo dê errado, uma meta não seja batida, um relatório não entregue, a responsabilidade é do líder, pelo fato, de não ter acompanhado e feito todas as análises, avaliações, acompanhamento do trabalho realizado pelo grupo.

Esta disciplina do líder único, é conhecida e essencial em todas as empresas bem administradas. Em toda a história, os departamentos têm sido dirigidos dessa maneira. Líderes e funcionários sentem-se melhor trabalhando com a disciplina do líder único. Isso ocorre porque cada membro da equipe sabe o que esperar e como o desempenho será avaliado.

 Sem título

  • DISCIPLINA DE EQUIPE

Essa metodologia é pouco utilizada (sendo sincera, pelo que ouvi algumas agências de publicidade utilizam, bem raro) e conhecida nas organizações, porém em minha opinião deveria ser melhor explorada – A disciplina de equipe envolve um trabalho com responsabilidades de todos, do líder aos liderados, cada um sabendo individualmente o objetivo do grupo. Esta disciplina é atípica por não ser o líder o único a tomar a última decisão, mas sim, uma ou mais pessoas com mais conhecimentos e/ou o grupo decidir quais rumos tomar em relação a suas atividades e o que é melhor para si. O líder somente toma a decisão final caso o grupo não consiga chegar em um consenso. A disciplina de equipe nada mais é que uma divisão de responsabilidades, onde todos entram em um acordo a fim de atingir o sucesso final.

Após essa etapa todos avaliam sempre seus próprios resultados, de certa forma é uma maneira de incentivar os colaboradores de maneira competitiva, pois a partir do momento que todos possuem resultados satisfatórios e um elemento do grupo não, isso faz com que ele fique motivado a progredir e seguir o mesmo caminho dos demais membros do grupo. Como as metas e as decisões refletem o todo do grupo, isso faz com que os integrantes se tornem flexíveis para colaborarem com os demais membros do grupo, mas ao mesmo tempo intolerantes com as falhas (se você não fizer sua parte, te pego na saída!), isso remete o sucesso do todo ou o fracasso do todo, não existe a individualidade. Eles automaticamente “forçam/incentivam” que todos os colaboradores tenham o mesmo desempenho para não carregar “os mesmos nas costas” sendo que seus resultados não estão satisfatórios.

Isso faz com que a grande parte da responsabilidade saia unicamente do líder, como modelos tradicionais que estamos acostumados a ver, por o colaborador ter essa oportunidade de opinar sobre as decisões e fazer parte disso, faz com que as barreiras tradicionais também saiam, como receio de opinar, imparcialidade, maior responsabilidade ou a falta dela, sendo assim, a responsabilidade é dívida entre cada indivíduo do grupo, quando acontece as reuniões de feedback é um oportunidade de todos avaliarem um ao outro.

Os integrantes ficam mais motivados para atingirem metas maiores do que as estipuladas normalmente pela Diretoria e o Líder também deixa de cumprir o seu papel tradicional de ser (o famoso comodismo), muitas vezes, o responsável pelos erros e a falta de interesse dos demais. O líder tradicional normalmente ao passar uma tarefa, não explica a importância da exatidão na execução da mesma e o reflexo que tem na organização, deixando o colaborador desmotivado e sem saber a importância que sua tarefa tem para todo, já na disciplina de equipe, todos sabem a importância do seu trabalho e a da execução correta dele, pois existe o consenso para a distribuição das tarefas, muitas vezes eles podem dividi-las de acordo com o nível de conhecimento e aptidão para realiza lá.

Para que a disciplina de equipe aconteça, precisa que tenham reuniões periódicas a fim de controlar o que será executado e para que todos estejam no mesmo caminho, o assertivo, precisam de pessoas responsáveis, comprometidas e com maturidade.

Segue uma frase o autor do livro indicado “Em uma equipe desenvolvida podemos encontrar algumas características que as diferenciam significativamente. Seus membros são peritos no desempenho de seus diferentes papéis ” Hillesheim. Dessa forma, os membros dessa equipe apresentam elevado grau de lealdade e a da equipe desenvolve a confiança interpessoal, a abertura para críticas e a troca de feedback. Consequentemente, há um destaque em relação ao grau de colaboração dentro da gerência e uma constante troca com seu meio ambiente, gerando um alto grau de flexibilidade e adaptação frente às mudanças. O autor afirma que tanto os conflitos quanto às divergências são aceitos, desde que não atrapalhem a obtenção de resultados.

Essa metodologia é bem vista aos olhos, por exemplo, de um departamento de vendas, cada vendedor tem sua autonomia e responsabilidades para promover o sucesso da equipe como um todo.

Referência: HILLESHEIM, Sergio W. Grupos Semi-Autônomos. Rio de Janeiro. Editora COP.

Juliana Sartorato Mendonça – 09107558

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